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Semana da Arakawa 3

Toriko 03 e 04 + Yu-Gi-Oh! GX 04 LOGO ABAIXO

Vamos para mais um post gigantesco da Semana da Arakawa? Esse é o terceiro de quatro, logo chegamos ao fim e, quem me acompanhou até aqui, conseguiu ler séries maravilhosas. Só um parênteses curto antes de eu começar, vou colocar aqui o capítulo de Bakuman da semana, um excelente capítulo (mas que deu trabalho traduzir e editar). E eu sinceramente odeio a relação Mashiro x Miho, mas enfim…

Bakuman 49

No último post eu fiz vocês rirem um pouco (eu imagino) com Shangai Youma Kikai e Raiden-18. Duas séries nonsense, mas extremamente cativantes. Eu gosto especialmente da segunda. O humor na Arakawa é presente tanto no primeiro trabalho dela (Stray Dog) quanto em FMA. Só que existe uma outra coisa que ela adora desenvolver: o drama, o suspense. Cenas trágicas, fortes, impactantes que, em geral, ajudam a desenvolver a trama e colocam diante do personagem um questionamento: ir ou ficar? Lutar ou aceitar? Esses conflitos e confrontos estão presentes nas suas obras de uma maneira sublime, e ela consegue de forma simples (mas extremamente eficiente) desenvolvê-los (e sem precisar usar artífios Kishimonianos, com treinamentos inventados do nada). Quem lê Fullmetal Alchemist percebe a evolução de cada personagem, bem lentamente; até mesmo personagens que aparecem uma vez na vida têm seu espaço. Cada um tem seus demônios, seus medos, suas fraquezas, e tudo isso é posto à prova em alguma situação. E é agora que eu venho com o último oneshot da Arakawa, feito em 2006: Souten no Komori.

Souten no Komori

Souten no Komori quer dizer “Morcego no Céu Azul”. A autora sai das clássicas histórias fantasiosas ou de ficção científica de que ela tanto gosta, e cria uma trama histórica, uma guerra entre senhores feudais japoneses (os daimyos). Como os conflitos são constantes, é um período de medo em que aparecem pessoas lucrando com mortes e lutas: mercenários. Tentem ver a complexidade da trama, a profundidade a que ela chega em poucas páginas. A metáfora que a Arakawa faz entre besta, morcego e pássaro é tão bela e tão sutil. O desejo da protagonista de ser livre, mas ela não sabe se pode. O desejo do pássaro de voar, mas tem a asa quebrada. O pássaro que quer voar, mas que descobre ser um morcego, uma besta alada. Uma besta que quer voar, mas vira um morcego. Um Japão feudal dividido entre guerras de senhores feudais, disputas de poder e mercenários que se alimentam desse cenário cheio de sangue. O final é extremamente lindo, mas é um final que ninguém quer ver.

Souten no Komori apresenta ainda uma (abençoada) mania da Arakawa: o de pesquisar. Uma de suas manias é procurar inúmeros livros sobre o assunto que ela vai escrever, ouvir opiniões de quem entenda. Ela mesmo disse que se pudesse realizar um desejo, seria o de ter a Biblioteca Municipal de Tóquio. Esse traço dela é amplamente utilizado em Fullmetal Alchemist. Sua série mais famosa, Fullmetal Alchemist, nasceu após ela ler sobre a Pedra Filosofal e gostar da ideia. Ela leu livros sobre alquimia, algo extremamente difícil, pois vários deles entram em contradição. O que mais a atraiu foi a filosofia da alquimia, e não seu lado prático. Ela juntou a isso a Troca Equivalente, extraída de sua fazenda em Hokkaido (lembram que eu falei disso?). Mas uma história apenas com filosofia seria vazia, e assim ela ouviu relatos de refugiados, veteranos de guerra e até mesmo de ex-yakuzas. Inspirada por uma Inglaterra Industrial, adicionando elementos fantasiosos, ela criou seu mangá mais conhecido.

Mas eu não vou falar de Fullmetal Alchemist, vou deixar isso pro último dia. Hoje tentei ser mais curto para que vocês se deliciem com essa belíssima história (quem não se emocionou, considere-se coração gelado). No meu próximo post, eu irei fechar o que conhecemos sobre a mente da Arakawa com o capítulo 98 de Fullmetal Alchemist (eu acho que ele sai segunda ou terça), e ainda com a ÚLTIMA SÉRIE DA ARAKAWA. Sim, o Anima Regia vai trazer o mangá Juushin Enbu, mas deixemos para falar sobre esse mangá quando for a hora. Abraços e esperem ansiosamente pelo meu último post, quando falaremos das duas séries corridas da autora (e ambas saem na Shonen GanGan).

Stay viewtiful!

PS: Vou tentar trazer o capítulo 3 de Ultimo ainda essa semana, mas não garanto nada. Se ele não sair, prometo que eu lanço o 3 e o 4 até o 7 de Setembro. Aliás, o Stan Lee vai fazer uma nova série (que virará anime e mangá), Heroman. Não sei se o Anima Regia irá traduzir, mas no que depender da minha edição, não.